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Textos Sobre o Femup Imprimir E-mail
Sáb, 13 de Dezembro de 2008 00:23

MAGNITUDE CULTURAL

Tenho comigo que o FEMUP é o evento mais importante do País, quando se fala em música e literatura. É exagero? Talvez não. Ele pode não ser em status ou destaques na mídia ou investimentos financeiros. Mas o é quando se fala em produção constante, já que nenhum evento, em lugar algum, permanece fiel nos seus 43 anos, levando cultura naturalmente e espetáculo visual sui-generis, que encanta as platéias que se renovam a cada ano.

A participação de poetas, contistas e músicos de todo o Brasil, por si só, já reforça a tese da importância desse evento para a arte e cultura do País.

Acompanho suas edições desde o seu lançamento, no Paranavaí Tênis Club, que se resumia a um pequeno sarau e um número seleto de abnegados e apaixonados por arte. Alunos de um curso tido como um dos mais importantes já existentes, extinto na reforma do ensino: O Curso Clássico do Colégio Estadual de Paranavaí, no qual tivemos a honra de estudar e de presidir uma das realizações do FEMUP, quando o acontecimento era de responsabilidade única daquele curso. Lembro-me que naquela edição, 1973, passamos a incluir, também, a concorrência na modalidade música, que veio a se tornar gigante e ajudou a atrair maior participação à promoção.

Hoje, na sua 43ª edição, ainda sonho com a possibilidade do FEMUP ser patrimônio nacional, recebendo mais ajuda, atraindo para Paranavaí os olhos da cultura brasileira, alguma coisa digna da sua magnitude, já que contribui à cada ano para a formação de artistas e para o incentivo à poetas e escritores.

Paulo César de Oliveira (43º FEMUP - 2008)


FEMUP E SUA RIQUEZA EMOCIONAL


Incrível é a paixão que sentimos pelo FEMUP.


Todos os anos a mesma rotina: leitura e seleção dos trabalhos; os mais variados, alegres, criativos, abusados, ficção, grito social, revolta interior, alegria de viver e até verídicos. Nada importa. Vivemos a vida do FEMUP. FEMUP tem vida própria e nela às vezes nos encarnamos.


Bebendo expressões literárias e idiomáticas, regionais, vivendo sonhos, gingando notas musicais, deslumbrando-nos com a leveza de pensamentos, ou simplesmente lendo pelo prazer de ler.


Neste 2007 lemos 310 contos, 432 poesias e ouvimos 179 músicas. Rimos, esbravejamos, rejeitamos, aprovamos e até nos deslumbramos com esses artistas capazes de dar brilho às palavras no branco do papel.


A cada ano o FEMUP surpreende as três comissões: Música, Poesia e Conto. A cada ano aprendemos novas lições de vida.


Na arquitetura da poesia, na cadência da música, os selecionadores aprimoram seus relacionamentos, vivendo, discutindo e até defendendo com garra a obra que mais o agradou. Porém é nos contos que buscamos nos céus da literatura uma razão especial para escritores enviarem seus trabalhos dos quatro cantos deste país, dos grandes rios e das palmeiras onde canta sonoro o sabiá.

Neste 2007, os contistas revelaram seus talentos, na transparência dos mais profundos sentimentos capazes de mudar conceitos de quem escreve há anos.


Nada se iguala à reação do autor do conto Fiat Lux! e em nome da comissão transcrevemos seu e-mail.


"Prezado Sr. Amauri: Antes de tudo, grato pelo telefonema e pela premiação, que será aplicada na recuperação de um ex-menino de rua, a quem procuro, há seis anos, oferecer educação, cidadania, dignidade e um começo de vida decente, depois de muita marginalidade. "Fiat Lux!" é um conto de Natal e o prêmio me vem como um presente de Natal antecipado. Adianto que esse prêmio, muito oportuno, será aplicado na compra de um carrinho para venda de água-de-coco (aliás, já fiz a dívida em cartão de crédito) para dar a esse cidadão um meio de se manter dignamente (e foi exatamente para esse fim que entrei no concurso!).


...


Informo ainda, por curiosidade, que 40% do texto é autobiográfico, baseado em algumas cenas de minha infância (inclusive aquela do pai que arranca um dente para vender a obturação em ouro). Para maiores informações, coloco-me à disposição, por e-mail ou por telefone. Solicito confirmar se o texto chegou perfeito. Espero estar aí no dia 17/11. Grato. Prof. Laércio Nora Bacelar”


Entendem agora a nossa paixão pelo FEMUP?


Cleuza Cyrino Penha (42º FEMUP - 2007)




FEMUP, REINO DA ARTE LIVRE


O FEMUP é nossa Pasárgada, somos amigos do rei. Vestimos o melhor poema, respiramos a mais fina música e mergulhamos perplexos na vertigem dos contos. Uma jornada fascinante pelos caminhos da Arte, nesse mistério que se chama simplesmente viver.


Na afirmação de que somos demasiadamente humanos, insistimos em acender noites, decifrar estrelas, desenhar na lua, erguer pontes de areia, traduzir um canto de cigarra, revelar a filosofia de um pássaro, porque elegemos o sonho e a imaginação como nossos instrumentos de viagem. Chegamos a vários lugares, ora sombrios, ora belos, e a cada vez que regressamos, nos sentimos mais completos.


Esse nosso território, para alguns, se localiza na confluência entre Lilliput e Macondo. Para outros, entre a Terra do Nunca e o condado de Yoknapatawpha, e para outros ainda, muito mais além.


Deu 41 voltas o círculo inflexível do tempo. São 41 paradas na mesma estação onde tem lugar a tradição e a vanguarda, o popular e o nem tanto, o rock estridente e a valsinha d’antanho. Onde desembarcam poetas, contistas, declamadores, músicos, compositores, e também a gente do povo, artista por fruição. Que sejam todos bem-vindos!


Na verdade, o FEMUP é uma pátria que floresce na primavera. Aqui um idiota em portunhol ou tosco inglês não vale mais do que eu e vocês.


Palmas à Prefeitura Municipal pelo apoio. Palmas à Fundação Cultural pela organização. Palmas às Comissões Julgadoras pela seleção. Palmas, enfim, a todos que mantém vivo o FEMUP, nossa Pasárgada.


Altair Cirilo dos Santos (41ºFEMUP - 2006)




FEMUP, 40 ANOS DE EMOÇÃO


"Uma coletânea de pensamentos é a farmácia moral onde encontramos a cura dos mais diversos males".


Voltaire


Do sonho à realidade, busca e procura, correndo vales e montes, atravessou rios e florestas desbravando mentes e corações. Sofreu perdas, enfrentou obstáculos e deles construiu a ponte que o levou ao sucesso. Eis o FEMUP.


Hoje, o Festival de Música, Poesia e Concurso de Contos de Paranavaí é sucesso nacionalmente conhecido. A vitória das letras, nas ondas da imaginação, trazendo o Brasil de Norte a Sul, Leste e Oeste para iluminar a noite de gala desta Constelação Literária.


Este ano recebemos os melhores contos, poesias fantásticas e músicas excelentes. Selecionar, classificar e destacar tantas idéias englobando histórias, momentos de um Brasil atual, raízes culturais, romantismo, beleza e arte não constituem tarefa para qualquer pessoa. É missão de quem ama a magia da arte.


Cada comissão procurou fazer o melhor. A comissão organizadora se esmerou. Os parceiros fizeram-se presentes, a administração municipal deu apoio e colaborou e os voluntários da cultura juntaram seus anseios aos nossos para comemorar 40 anos de cultura em Paranavaí. Que o resultado seja festejado por muitos e compreendido por todos.


Parabéns aos diretores da Fundação Cultural. Gratos somos às comissões. A glória, porém, enviamos aos artistas, compositores, músicos e declamadores.


Vocês engalanaram o Festival. E vieram trajados de fadas, sonhadores, andarilhos, princesas, românticos, briguentos ou apenas personagens de um sonho. Vieram para encantar, povoar os castelos da mente, acelerar corações e acalentar sentimentos.


Há 40 anos dizíamos: "...e se não houver frutos, valeu a beleza das flores, se não houver flores valeu a sombra das folhas, se não houver folhas, valeu a intenção das sementes." (Henfil)


Cleuza Cyrino Penha (40º FEMUP - 2005)




FEMUP - 39 ANOS SEMEANDO CULTURA


"O gênio é Deus quem nos dá, mas o talento é por nossa conta"


Gustave Elaubert (romancista francês)


O Festival de Música e Poesia, criado em 1966 pelos alunos do antigo Curso Clássico do Colégio Estadual de Paranavaí, enriquecido em 1969 com a introdução do Concurso de Contos, veio para ficar. A música era apenas ilustrativa nos intervalos, mas em 1973 integrou-se ao Festival para concorrer como categoria MPB.


Com a extinção do Curso Clássico, o Festival ficou sob a responsabilidade dos alunos do segundo grau e em 1987 passou a fazer parte das atividades da Fundação Cultural e do Colégio Estadual.


Graças a um grupo de professores e amantes das artes, tomou vulto Nacional recebendo trabalhos de todos os cantos do país e de brasileiros que transferiram residência para o exterior.


O FEMUP melhora a cada ano. Encanta a cada apresentação. Fascina a cada edição. Expande-se como os raios do sol por esse Brasil afora. Frutifica-se a cada gota de orvalho literário. Ilumina-se no compasso de cada canção. Celebra com cada novo artista que desponta no horizonte das letras.


São páginas pintadas com sangue. Sangue da alma dos artistas. O Festival “Zé Maria” de Declamação, incentiva declamadores a mostrar seus talentos e disputar uma vaga nas finalíssimas, mostrando suas habilidades interpretando os mais arrojados poetas.


O FEMUP é hoje motivo de orgulho para a cultura paranavaiense. Realizando-se no Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa, as apresentações são realmente fantásticas, emocionantes, com o teatro repleto, fazendo vibrar a alegria nas paredes.


Nossos aplausos à Equipe Organizadora do Festival, às Comissões julgadoras, aos patrocinadores e especialmente aos artistas, compositores e escritores.


Faço minhas as palavras do físico alemão Albert Einstein: "A coisa mais bela que o homem experimentou é o mistério. É essa emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e de toda arte"


Cleuza Cyrino Penha (39º FEMUP - 2004)

Última atualização ( Qui, 04 de Junho de 2009 13:06 )