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Orquestra de Sopros Imprimir E-mail
Dom, 02 de Novembro de 2008 22:30

Remanescente da extinta Banda Lyra, criada em 18 de maio de 1961, a Orquestra de Sopros Paranavaí iniciou atividades em 19 de novembro de 1998. De lá para cá, foram centenas de releituras em um acervo musical que inclui de MPB a foxtrot. O profissionalismo dos integrantes que compõem a orquestra, liderada pelo regente Vítor Hugo Gorni, já atraiu cinco mil pessoas em um evento em São Paulo.

Luciano Ferreira Torres, trombonista e maestro-adjunto da orquestra, conta que o apoio financeiro da Fundação Cultural é imprescindível para a Orquestra de Sopros desenvolver um bom trabalho. “Não há outra banda no Estado que seja mantida com subsídio integral do poder público municipal. Podemos nos orgulhar disso”, diz o maestro-adjunto.

Do eclético repertório que inclui MPB, chorinho, foxtrot, bolero, jazz e trilhas sonoras, o destaque para o público são as clássicas canções de Glenn Miller e Henry Mancini. “Também gostam muito de ouvir Tico-tico no Fubá, do Zequinha de Abreu”, acrescenta Torres. Quem ouve a orquestra dificilmente faz apelo para a inclusão de canções que estão no auge da popularidade. De acordo com o maestro-adjunto, o público fica feliz em ser tomado por um grande sentimento de nostalgia.

Durante o ano, a Orquestra de Sopros realiza em torno de 14 concertos. Um número satisfatório, segundo o próprio maestro-adjunto. “Nossas apresentações quase sempre são temáticas. Mas é importante deixar claro que nosso objetivo maior é o aperfeiçoamento musical, então precisamos estar sempre melhores do que no concerto anterior”, declara.

A orquestra de Sopros Paranavaí já se apresentou por muitas cidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Para os integrantes, o maior enriquecimento profissional está nas participações do Festival de Música de Londrina, onde a orquestra foi estrutura base do evento por vários anos consecutivos

Preocupados em repassar o conhecimento musical adquirido ao longo dos anos, os membros da orquestra oferecem concertos didáticos a estudantes. “Antes procuramos saber de qual gênero musical eles gostam, então realizamos uma apresentação e depois conversamos sobre os instrumentos e as canções”, frisa Torres.

 

História

Fundada pelo maestro Arnold Poll, a Banda Lyra do Noroeste, executava samba-canção e chorinho, basicamente gêneros musicais que se ouviam nos rádios da década de 1960. “O maestro Nílson Antônio dos Santos fez uma revolução transformando-a na Banda Sinfônica Municipal. O repertório mudou e o número de integrantes chegou a 40. Ele conseguiu fazer com que todos os músicos se dedicassem integralmente ao projeto”, conta o trombonista e maestro-adjunto da orquestra, Luciano Ferreira Torres.

Depois de quatro anos, Santos deixou a Banda Sinfônica e, em seu lugar, assumiu o regente Sales Douglas Santiago. “Foi ele quem transformou a Banda na Orquestra de Sopros. Ele tinha uma visão de big band”, conta Torres, referindo-se as orquestras formadas principalmente por músicos de jazz nos Estados Unidos da década de 1920.

“Em 2002, entrou um novo maestro – Vitor Hugo Gorni que, assim como os outros regentes que tivemos, também é de Londrina e vem a Paranavaí uma vez por semana”, destaca Torres. Com Gorni, a orquestra se dedicou a um repertório mais refinado. Alguns exemplos são Frank Sinatra e Tony Bennett. Além disso, a orquestra também homenageia artistas brasileiros. “Já fizemos apresentações especiais apenas com músicas do Roberto Carlos e Tim Maia”, informa o maestro-adjunto.

Mudanças

De acordo com o trombonista e maestro-adjunto da Orquestra de Sopros Paranavaí, Luciano Ferreira Torres, a Banda Sinfônica Municipal chegou a ter cerca de 40 músicos, mas o número foi reduzido com o nascimento da Orquestra de Sopros Paranavaí. “Foi algo natural. Alguns músicos se casaram e estabeleceram famílias. Percebemos que do total de integrantes, no máximo 20 estavam dispostos a tornarem-se músicos profissionais. Inclusive, quando o maestro Sales Douglas Santiago entrou já havia apenas 18 músicos”, revela.

Os músicos remanescentes começaram a se dedicar intensamente a orquestra. “Resolvemos nos aperfeiçoar cada vez mais, e normalmente o destino é Londrina, onde fazemos cursos de música. Diminuiu a quantidade, mas aumentou a qualidade dos integrantes”, assinala.

Mesmo com inúmeras mudanças ao longo da trajetória, a orquestra ainda carrega a nostalgia dos tempos áureos da Banda Lyra e Sinfônica Municipal. “Sempre tocamos os dobrados e os hinos que fazem parte de uma história musical que ultrapassa o tempo, como o Hino do Paraná, Hino da Independência e Hino à Bandeira”, completa o maestro-adjunto.

Contato: Luciano

(44) 3902-1049

(44) 3902-1128

(44) 3422-8990

Última atualização ( Qui, 28 de Maio de 2009 14:45 )